8 de março de 2016

Nós

Ana ria enquanto olhava o céu escuro
Era a tarde de uma segunda-feira cinza.
Mais um dia em que as pessoas se recolhiam
E que os moradores da rua sentiam frio.

Eu me deitei - encolhido -, num sofá
Enquanto as janelas batiam
E as primeiras gotas de chuva estralavam nas telhas.
Era mais uma segunda-feira cinzenta.

O que nos restava fazer
Era nos guardar dentro daqueles cômodos
O que não é nada fácil
Quando a sua vontade é de cruzar o quarteirão.

Eu costumava correr pra cama de meus pais
Quando ouvia os trovões.
Mas dessa vez não há resposta de minh'alma
E sou obrigado a resguarda-me dentro do meu corpo.

Que é frágil.
Que é delicado.

E se por alguma razão
Eu quiser voltar atrás,
a única companhia que vou ter
será a minha

e de Ana.



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