30 de março de 2016

Exercendo a liberdade de ser quem somos

Uma pergunta que sempre me fizeram e que eu nunca soube responder, foi a seguinte “o que é felicidade?” Depois de um certo tempo ouvindo as pessoas responderem que a felicidade era possuir uma casa própria, um negócio, uma microempresa, um emprego de qualidade e tantas outras definições, fui atrás pra resumir o que seria essa palavra no meu contexto de vida.

Quando a gente tá pra baixo, pensando nos rumos que nossa história está tomando, muitas vezes a “salvação” e o resgate do nosso ânimo vem através de alguma pitada de felicidade inserida naquele bom-dia de quem você gosta, daquele textão no whatsapp que o remetente insiste que você fique bem, ou até aquele panfleto que você recebe na rua.

Desde sempre (e acho que para sempre), nunca tive a preocupação de “ter” para “ser”. A minha percepção sobre o que a felicidade faz comigo – e sobre tudo aquilo que as pessoas podem fazer -, é que são, nos pequenos detalhes, que são inseridas as melhores surpresas. E nem sempre elas vem dentro de um ovo de chocolate. Elas podem vir como balas, quando é preciso “desembrulha-las” pra descobrir o que tem dentro.

Nem sempre vem com o sabor escrito na embalagem. É preciso experimentar para saber do que tem gosto. É preciso não ter medo de comprar o produto. É preciso saber o preço (e também saber que nem sempre uma certa quantia compra).

Uma comparação muito justa que posso fazer é a de que a felicidade é aquele pacote de figurinhas de vinte e cinco centavos que você comprava com o troco do pão. As repetidas são como as boas e más notícias que estamos acostumados a receber. As que nunca havíamos recebido antes são como as novas experiências e desafios, que completam e preenchem nosso “currículo de vivências” e o torna mais variado.

E talvez restem alguns espaços em branco, daqueles adesivos que nós nunca conseguimos encontrar. Os espaços preenchidos por nós, são os que as outras pessoas ainda não preencheram. E, depois de muitos trocos usados, o melhor de tudo é apostar mais vinte e cinco centavos a cada vez que você se sentir vazio.

A felicidade não é, necessariamente, apenas os espaços que você preencheu. Ela é um agrupamento das decepções e ganhos que você obteve. Não sei se eu ainda teria vontade de apostar num álbum desse. Mas eu afirmo que todos os adesivos repetidos ainda podem formar uma colagem na porta do meu guarda-roupas.

Pra finalizar, gostaria de deixar algo ainda mais marcado do que isso tudo que eu já disse: ser feliz é exercer a liberdade de ser quem somos. Ser feliz é ter uma essência própria e não negar-se dela!

2 comentários:

  1. É incrível como um sentimento, uma sensação como a felicidade é difícil de se definir. Acho que a felicidade é diferente oara cada pessoa. Para mim, por exemplo, é viajar, estar com a minha família, alimentar e cuidar de um animal de rua; é voltar para casa depois de dias fora; dormir, comprar um livro novo e sentir seu cheiro. Acho que a felicidade não é difícil de se encontrar ou de se obter, basta fazer aquilo que lhe dá prazer, alegria, bem-estar.
    Adorei seu texto e seu blog. Seguindo.
    http://curaleitura.blogspot.com.br

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    1. A felicidade está nas coisas mais simples, né? <3

      Obrigado e volte sempre!
      Beijão!

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