9 de fevereiro de 2016

Uma rima qualquer

Uma rua escura
Eu
O pensamento
A madrugada

Enquanto as estrelas brilham
E as portas batem
Os dentes rangem
E o frio assopra

Enquanto vago pela rua
Solitária está minha memória
E logo me lembro
Que deixei meus sonhos lá fora

Ouço passos
Olho para trás
Tenho medo de seguir
Mas sinto dificuldade de voltar

Há cascalho no asfalto
Como poeira nas minhas lembranças
Há destroços pela rua
Que sobraram dos meus sonhos de criança

Nada mais terrível do que andar sem luz
É não reconhecer o próprio brilho.
Dessa vez já não preciso de um poste

Um cobertor
Uma inspiração qualquer
Uma xícara de café
E uma rima.

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