13 de novembro de 2017

Mergulho em tentativa

Eu tentei
Eu juro que tentei
É tudo tão amargo
quanto um doce pedaço
de ruptura

Creio que todo o plantio de meus quereres
tenha germinado lembranças indevidamente
presentes e
pretéritas

Eu já disse que tentei
E foi [exatamente] por
excesso
de tentar
que'u suplico

hoje sei, e digo
o ontem já não é mais verdade
e o que resta, então?
lembranças

verdades
destiladas
corriqueiramente
lembranças

eu tentei
eu juro que tentei
desencanto
não é
desalentar

20 de outubro de 2017

Resenha: Duas de mim

Filme brasileiro chega aos cinemas com uma história bem leve e divertida



Eu sempre gosto de dar uma chance para filmes brasileiros, principalmente comédias. Um dia desses eu fui ao cinema e assisti Duas de mim, uma produção protagonizada por Thalita Carauta e diversos outros nomes da dramaturgia nacional.                                                                                    

A personagem interpretada por Thalita Carauta se chama Suryellen, e é uma típica brasileira que trabalha duro para sustentar a casa e garantir um futuro melhor para seu filho. Ela vive com ele, sua mãe e sua irmã num bairro simples do Rio de Janeiro. Você com certeza vai se identificar ou lembrar de alguma Suryellen da vida real.

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Suryellen tem dois empregos: acorda às 4 da manhã para fazer marmitas e vendê-las nos arredores e trabalha na cozinha de um renomado restaurante. Vinte e quatro horas é pouco para todos os papéis que ela precisa desempenhar: cozinheira, dona de casa, mãe, irmã, filha... uma loucura!

O filme é muito divertido pois mostra como a vida da personagem vai se transformando e como as coisas vão fluindo. Logo no começo ela conhece uma confeiteira que lhe dá uma fatia do bolo dos desejos, que lhe dá o direito de fazer um pedido. Suryellem, já muito cansada da rotina e se sentindo insuficiente, solicita uma clone. E é a partir daí que as coisas se avessam.

É possível interpretar a obra de muitas formas. Um ponto que me incomodou foi a forma como a irmã de Suryellem é retratada: a solteira "inocente" que sempre está em busca de um homem que garanta seu futuro. De outro lado temos Suryellem exercendo diversos papéis importantíssimos e representando a realidade de muitas famílias brasileiras. Acho mais do que justo que uma produção brasileira fale sobre nós. E é esta a sensação de assistir Duas de mim. A arte imita a vida! Com certeza vale a ida ao cinema para conhecer essa produção!

O elenco conta ainda com a atuação de Latino, Letícia Lima, Márcio Garcia, Alessandra Maestrini, Maria Gladys e outros nomes.
Nota:

5 de setembro de 2017

Humanos e Padrões

Nós crescemos sendo acostumados a nos encaixar nas especulações de outras pessoas sobre nós, a preservar a tradição do sigilo. A verdade tarda e esmurra o nosso portão quando vem. Dá sermão, te lembra o quanto tudo anda mal e te mostra o porquê aquilo não está dando certo. De uma coisa você pode ter certeza! Um dia você vai se questionar sobre tudo que tem vivido, como tem escolhido os simples detalhes da sua rotina e como tem lidado com a sua companhia. E desde então este ciclo será repetitivo.

Viemos a este mundo e fomos acolhidos pela sociedade que pediu em troca o nosso sigilo, a nossa invalidez, que satisfizéssemos as expectativas estipuladas para nós e que enxergássemos uma realidade desbotada. Que mantivéssemos a tradição do sigilo. A gente cresce, se desenvolve e se depara com a verdade - que tarda, mas que, arrebatadora, esmurra o nosso portão quando vem. Dá sermão, nos revela o quanto tudo é monótono e nos mostra porque a tentativa de insistir em planos inertes não é um caminho de satisfação pessoal.

Uma coisa é certeira: um dia você vai se questionar sobre tudo que tem vivido, como tem escolhido os simples detalhes da sua rotina e como tem lidado com a sua companhia. E desde então este ciclo será repetitivo.

Planos traçados, opiniões formadas e de repente algo mais forte e externo desconstrói tudo isso. E esse é justamente o momento de refletir como nós vivemos. Como nós nos comportamos, como agimos para com as outras pessoas, como olhamos para fora... os nossos sentimentos se tornam cada vez mais intensos e a sensação de não-pertencimento a esse mundo vem à tona. Nós nos esforçamos durante tanto tempo para nos adaptar a um desejo extrínseco e tudo isso se desfalece?

A gente sempre usou a possibilidade de se enquadrar em padrões como uma necessidade, uma característica fundamental à vida. A gente deixou de usar as roupas que queríamos, falar do nosso jeito e decidiu olhar para tudo com frieza, indiferença. A gente decidiu se transformar para se igualar porque parece ser mais conveniente. E quem disse isso para a gente? Quem invadiu nossas mentes para plantar a obrigação de andar na risca?

Porque criamos bolhas a nossa volta ao invés de refletirmos e eliminarmos tudo aquilo que nos coíbe? São as reações à possibilidade de sermos diferentes? São as turbulências?

Convenhamos que se esforçar para encaixar-se em um padrão para satisfazer questões externas nunca foi percurso de gente que quer ser feliz do jeito que é. E é por isso que nós vamos seguir, de um jeito ou de outro.

Pode ser que isso seja um sacrifício e que consigamos nos manter estáveis sob linhas muito tênues..., mas é muito mais provável que na metade do caminho percebamos que a possibilidade de ser algo totalmente novo de qualquer coisa desse mundo é ter o privilégio de nunca se preocupar com a discrepância. O mundo dos iguais vive em modo estacionário e o universo dos loucos é um baú de experiências novíssimas.

Portanto, não admitamos que as nossas parcelas de particularidades sejam extintas porque é mais conveniente uma raça pálida, entediada, descrente. Assumamos o compromisso de nos honrar todos os próximos dias, e se fracassarmos, ainda há tempo disposto a mais tentativas.

Transforme-se e faça o possível por todos os outros que estão prestes a se renderem.

26 de julho de 2017

Resenha: 3%

Semana de recesso + Netflixa melhor combinação! Eu sempre fico muito indeciso quando vou escolher algo pra assistir, porque o catálogo tem uma infinidade de títulos. Dessa vez eu fiz uma ótima escolha e vim contar pra vocês o que eu achei sobre 3%.


Sinopse:
Em um futuro pós-apocalíptico não muito distante, o planeta é um lugar devastado. O Continente é uma região do Brasil miserável, decadente e escassa de recursos. Aos 20 anos de idade, todo cidadão recebe a chance de passar pelo Processo, uma rigorosa seleção de provas físicas, morais e psicológicas que oferece a chance de ascender ao Maralto, uma região onde tudo é abundante e as oportunidades de vida são extensas. Entretanto, somente 3% dos inscritos chegarão até lá. 

Opinião:
3% coloca em cheque todas as convicções dos personagens a partir do momento em que é preciso deixá-las de lado para se manter no Processo. A série retrata a vida em "dois mundos": um completamente miserável (o Continente) que comporta a maioria da população e outro totalmente abundante (o Maralto) que oferece a vida perfeita para 3%.

Quando completa 20 anos, todo cidadão tem uma única chance de adentrar ao Processo e integrar o grupo restrito. Provas psicológicas e físicas são colocadas a todo momento para testar os pontos fracos e fortes dos participantes, o que deixa a história muito mais emocionante já que tudo pode acontecer. As etapas, no início, são muito leves e vão ficando cada vez mais agressivas e desafiadoras, tudo isto para que realmente resistam apenas os 3% que têm mais mérito para ascender-se.
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Os ideais que motivam a maioria dos participantes é a busca por uma vida melhor, manter a tradição da família de serem aprovados ou até se infiltrarem para destruir a barreira que divide os dois mundos. Para isso eles fraudam, corrompem, vão contra seus ideias. Estas e outras motivações vão sendo apontadas no desenrolar dos capítulos.

É impossível não se envolver e se sentir um dos candidatos. Eu fui assistindo e me questionando se eu mesmo teria coragem de fazer o que eles fizeram, e acho que uma reflexão muito válida após assistir a série é: o que você faria pelo seu maior sonho?

Esta é a primeira série brasileira produzida pela Netflix. São 8 episódios de mais ou menos 50 minutos que não deixam a desejar na maioria do tempo. Eu a iniciei numa noite e terminei na manhã seguinte, então dá pra assistir tudo bem rápido (é praticamente obrigatório maratonar, a gente se prende muito!)


"Você é o criador do seu próprio mérito"
E você? O que acha de tudo isso?

Nota:

6 de maio de 2017

A dimensão dos universos que existem em nós

Eles dizem muito sobre as maravilhas que nos habitam e que não devemos destruí-las. Afinal, mesmo que imperceptíveis a olhos nus de seres insensíveis, a presença desses universos é singelamente sentida. E só quem muito se coloca disposto consegue enxergá-la. Mas o que seria a inserção de várias e várias galáxias em uma embalagem humana de alguns palmos de altura? Acredito que essa seja mais uma das diversas dúvidas que as ainda não conseguimos explicar. E nem a matemática conseguiu medir. E nem a biologia conseguiu compreender. E nem as línguas conseguiram descrever.

A fala que impressiona-nos guia-nos por este mundo dimensionalmente gigante das incertezas refere-se à não destruir o conjunto de jardins que há em cada um de nós porque uma meia dúzia de pessoas não consegue apreciá-los. Nem tudo são flores e nem todos se submetem a cheirá-las.

É tarefa dificultosa permanecer offline quando a vontade de saber o que eles vão pensar passa a ser insônia. Nesse caso, um chá em forma de autoconhecimento torna tudo mais quente e harmonioso. Ou gelado. O que importa é preservar o equilíbrio natural de tudo aquilo que você carrega. E mais uma vez, não tente limitar os infinitos do seu interior. Permaneça cultivando sementes e terá canteiros de gratidão. As melhores sensações possíveis são individuais. Não limite-se, amplia-se e saiba que tudo pode dar muito errado ou muito certo também.

Tu é como flor, que uma hora precisa de vaso e outrora de ser apalpada. As tuas raízes são a sua força, o seu corpo é a sua calmaria e, talvez, todos os espinhos sejam a sua proteção. Dentre mãos - ou chãos - você é, indiscutivelmente, sua melhor companhia.

3 de abril de 2017

Recebidos: Loja Moleco

Quem acompanha o blog há mais tempo com certeza deve conhecer a Moleco, a nossa parceira que cria sketchbooks incíveis, produzidos a partir de recursos recicláveis e como princípio chave o respeito e a preservação do meio ambiente. Hoje eu trouxe pra vocês algumas fotos dos caderninhos que eu recebi! Acompanhem o post até o final porque tem uma surpresa bem legal pra vocês!

O primeiro item que eu recebi foi o Moleco Bolso Kraft, que com certeza agrada a quem goste de algo mais simples sem deixar de ser bonito.
Esse é o Moleco Bolso Flowl, ele faz parte de um trio que é super colorido e tem estampas de corujinhas. Com certeza é pra quem goste de uma estampa bem caprichada em tons!
O próximo é o Moleco Max Preto. Ele é bem básico mesmo, e é bom pra quem quer mais espaço na hora de fazer suas anotações.
Esses são Cadernos de Bolso de modelos iguais e em cores diferentes. Muito amor por esses tons que a Moleco usa, né? Dá pra escolher na sua cor favorita!
Esses são os que eu mais gostei! Os Paraíso Branco de Bolso são muito delicados, com cor natural de kraft e ainda contam com essas ilustrações lindas. Não tem como não se apaixonar! <3

E vocês, meus leitores mais que queridos, não poderiam ficar sem presente, né? Pensando em vocês, a Moleco disponibilizou um desconto incrível de 10% em compras de qualquer valor! É isso mesmo! Basta vocês escolherem os produtos na loja e ao final da compra, adicionarem o cupom abaixo!

O que vocês acharam dos recebidos? Estou pensando em sortear alguns Molecos no meu instagram. Me segue pra não correr o risco de ficar de fora!

Beijão!